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...e foi assim que tudo começou. 
 

Minha paixão por motos é uma herança de meu pai, que teve diversas, onde destaco a Honda CB400 prata 1982 que o acompanhou até 1997. Desde pequeno gostava de ver revistas e sonhava em ser um dia um piloto de motocross, ensaiando alguns saltos e empinadas com minha bicicleta em uma pista improvisada no quintal de casa.

Aos 8 anos (por volta de 1988) ganhei um ciclomotor Monark (ano 82), que havia sido de minha mãe, passando pelas mãos de meu tio (Lauro) até chegar a mim. Bem, o ciclomotor passava mais tempo parado na oficina do que andando, mas mesmo assim serviu-me bravamente durante alguns anos. O ciclomotor não tinha mais os pedais de partida, sendo necessário correr a seu lado para que o mesmo fosse ligado. Meu pai permitia apenas que eu andasse na rua de casa e lá ia eu durante horas seguidas indo e voltando na mesma rua, em um ritmo incansável. Não lembro ao certo quanto tempo fiquei com este ciclomotor, lembro apenas que ele foi levado para conserto em 1994 (eu acho), onde permanece até hoje.

Aos 12 anos aprendi a andar de moto. Foi num sítio com a moto de meu tio Lauro, uma Agrale Explorer 27.5 1988. No início meu pai foi na garupa dando algumas dicas e fazendo o papel de pedal de apoio nas paradas, visto que minha baixa estatura dificultava um pouco meu aprendizado. Em seguida comecei a andar sozinho, tendo obviamente uma certa dificuldade para parar e arrancar, o que me obrigava a ficar quase fora da moto para que pudesse alcançar a ponta de um dos pés no chão. Foi um dia fantástico, lembro-me como se fosse ontem. Andei o dia todo. Depois deste dia meu pai passou a me levar para praticar na AABB de Veranópolis/RS, onde eu passava a tarde inteira em cima da moto e meu pai na sombra tomando cerveja. Lembro que levei 4 tombos (meu record até hoje são 8) em uma tarde e a cada tombo eu precisava chamar meu pai para erguer a moto. Ele disse-me que me daria uma moto assim que tivesse força para erguê-la. E lá fiquei eu sonhando durante meses e mais meses.

Aos 13 anos (1993) meu pai comprou minha primeira moto, em uma negociação de bar com meu padrinho Felipe, o dono da moto. Lembro que era uma tarde fria e que eu estudava para uma prova (talvez de Geografia), quando meu pai chegou em casa com o presente. A moto era uma Agrale SST 13.5 (125cc) branca ano 1991. Era um pouco mais alta que a Explorer e eu alcançava a ponta dos pés no chão e já tinha força suficiente para erguê-la quando necessário, e como era necessário! A moto ficava na AABB e eu ia de bicicleta até lá (aprox. 5 KM) quando queria andar. Em seguida tirei os piscas, troquei o guidom por um de alumínio, troquei a lanterna por um modelo igual ao da Explorer e coloquei uma ponteira esportiva Cagiva. Em alguns sábados eu podia ir para a escola de moto, onde furei o pneu traseiro certa vez. Com o pneu furado, eu e o Bagé (in memoriam) suspendemos a moto com o auxílio de um botijão de gás, desmontamos a roda traseira e levamos até um borracheiro com a moto do Bagé (uma CG 125 a álcool 1981).

 

E assim nasce ua paixão
(Yamaha TT 125)

O início
(Ciclomotor Monark 50cc - fabricado em 1982, a foto é de 88 ou 89)

Este é o dia em que comecei a pilotar sozinho, digamos que foi meu primeiro vôo solo. A foto foi fotografada em André da Rocha/RS, no campo de outro tio (Enso), que na ocasião comemorava seu aniversário (18/08/91). Na foto época eu estava com 11 anos.
(a moto da foto é uma Agrale Explorer 27.5 1988 do Tio Lauro)

Note nesta foto que eu mal alcançava a ponta de um dos pés no chão. Você acha que eu caía muito?
Durante muito tempo carreguei a carinhosa alcunha de Dudu do Tombo!

Agrale SST 13.5 125cc 1991
(a foto é do modelo 1993)

Em 1994, comecei a torrar o saco do meu pai para trocar a moto, pois meus tios faziam trilha e eu queria uma moto mais potente para fazer trilha também. Na véspera de natal (eu então com 15 anos), um sábado, por volta das 11:00 estava em frente a loja de meu vô quando não acreditei no que vi, meu pai chega com uma Agrale Explorer 27.5 zerada!!!! A moto era fantástica, preta com detalhes em amarelo, vinha de fábrica pronta para trilha (pneus com garras, sem piscas, sem espelhos retrovisores, etc). Foi um dos dias mais felizes de minha vida. No mesmo dia depois do almoço saia eu para minha primeira trilha. Meu pai foi junto (com a moto do Lauro), fizemos a trilha do sapato, levei 4 tombos, até que nada mal para o primeiro dia. A cada tombo eu revisava toda a moto em busca de arranhões e amassados, mas não encontrava nada, a moto estava impecável. Quando caía também ouvia expressões motivadoras e palavras de apoio de meu pai, tais como: cabeção, burro, não viu a pedra cabeça oca!! Foram anos incríveis, todos os sábados eu fazia trilha e levava muitos tombos, o que me rendeu o apelido "Dudu do Tombo".

Agrale SXT 27.5 Explorer 200cc 1994
(a foto é do modelo 1991)

Em fevereiro de 1997 fomos a Caxias do Sul, ver uma tal Bandit 1200 na Suzuki. Enchi o saco de meu pai para trocar as duas motos (sua CB400 e minha Explorer) pela Bandit, que ele e eu havíamos gostado muito. Não fechou negócio naquele dia, mas no dia seguinte, o pessoal da Suzuki levou a moto para Veranópolis em uma pick-up e meu pai acabou comprando-a. Fiquei de 1997 a 2001 sem moto, utilizando eventualmente a Bandit de meu pai. Tudo ia bem, até que em fevereiro de 1998 um colega de trabalho (Douglas) pegou a chave da moto (em um vacilo meu) e saiu com ela. Momentos depois fui informado de que ele havia caído com a moto. Foi uma época difícil, eu não tinha dinheiro para ressarcir meu pai, o dólar estourou, inviabilizando o conserto imediato da moto e o Douglas nunca pagou nada. A moto ficou aproximadamente 10 meses parada até que pudesse voltar a andar.

Em 2001 comprei uma Agrale EX amarela ano 1994 para fazer trilhas. Eu morava em Porto Alegre e fazia trilha aos sábados em Veranópolis, com a mesma turma de anos atrás. Vendi a EX no início de 2002 quando mudei-me para São Paulo.

Agrale SXT 27.5 EX 200cc 1994
(a foto é do modelo 1996)

Assim que vendi a EX entrei em um consórcio de uma XT600. Fui sorteado em julho de 2003. Através de um negócio cara/cú, onde entrei com a cara e meu pai com o..., acabei comprando a Bandit dele e esta é a moto que eu tinha até hoje. Isso mesmo, nada dura pra sempre e assim foi com esta moto, posso dizer que foi bom enquanto durou. Foi com um certo aperto no coração que a vendi em novembro de 2004. Mas isso não acaba aqui, em junho de 2005 comprarei outra moto, a ansiedade é grande e o tempo, não sei porque, passa mais devagar quando se está sem moto!

Suzuki GSF Bandit 1200 1997

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Depois de tanto tempo... Uau, esses dez meses sem moto pareceram dez anos. Mas o tempo passou e enfim pude comprar exatamente a moto que eu queria. A compra desta moto dependeu de vários fatores para dar certo, foram muitos momentos de ansiedade apreensão, mas no fim tudo ocorreu como deveria e pude concretizar este sonho no dia 25 de maio de 2005, porém meu brinquedo novo só chegou em casa dia 21 de junho, quase um mês depois. Foi praticamente um martírio aguardar quase um mês para poder curtí-la. O vendedor da loja deve estar fulo comigo até agora, pois exigi que fossem tiradas fotos da moto na caixa e durante o processo de montagem, e como se não bastasse, ainda o fiz bater algumas fotos ao meu lado no momento da entrega do meu tratorzinho! Na primeira oportunidade tirei mais de noventa fotos da motoca, algumas você pode curtir na seção "Fotos" deste site.

Yamaha XT 660 R 2005
Comprei logo após o lançamento
saí na revista
foi a moto que mais aproveitei

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Suzuki AN 125 Burgman
2007

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Pintura nas férias em 2010 

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BMW F 800 GS
2009
Sonho realizado!
Levei meses escolhendo...
...ô indecisão

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BMW F 800 GS
Após acidente em novembro/2009
Motorista invadiu minha preferencial
motorista sem documentos 
polícia não conseguiu identificá-lo
fui pro hospital fazer tomografia
e o motorista pra delegacia algemado
nada grave comigo
punho esquerdo imobilizado devido a  torção
madrugada na delegacia
tudo muito sinistro
advogados!
acerto??
motorista liberado pelo delegado
saiu dirigindo
me pagou metade da franquia do seguro
buscamos a grana no centro de SP, bocada!
Veredito da seguradora: PERDA TOTAL
Anunciei a ponteira Akrapovic na Internet
comprador viu a placa do meu carro (RS)
perguntou sobre a placa da BMW (também RS)
e me disse que havia comprado a moto...
...da seguradora!!!
Certo dia recebo uma ligação
de um cara que comprou a moto...
...do sujeito que a comprou da seguradora.
O novo comprador vende a moto a um juiz
que a leva na BMW para rebaixar a suspensão
e é informado que esta moto teve perda total
Que confusão!!!

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Honda CB 1300 SF
2008
Existe vida após BMW
depois do acidente
achei que ficaria sem moto
por um tempo
e fiquei...
...30 dias!!

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